Os Artistas
Estes são os artistas que comporão a IX Semana Fernando Furlanetto. As obras apresentadas aqui não serão necessariamente as expostas.
Ana Nitzan

Realizou sua ultima exposição individual na Galeria Eduardo H Fernandes apresentando também um vídeo arte em parceria com Ana Sardinha, 2007; “Atemporal” no Banco Central de SP em 2005; “Hermes e Afrodite” na Pinacoteca do Estado de SP, 2003.
Entre suas principais coletivas, La Galerie Sycomore Art Contemporains em Paris, 2007; Projeto “PARI-30 artistas na Biblioteca Adelpha Figueiredo”, SP; 11º Salão Paulista de Arte Contemporanea de SP; “Projeto Parede” no MARP, Museu de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto, SP, 2006; Projeto “Fidalga’05”no Paço Municipal de Sto André; Domaine de L’Amiraute, Deville , França, 2005; “1º Salão Aberto”, Paralela a XXVI Bienal Internacional de SP, 2004 e” III Bienal de São João da Boa Vista”, 2002.
Prêmios, “XXXI Salão Primavera”, MAM de Resende; CCBU, Premio “A Tribuna”, Santos, 2003; 24º e 23º Salão Bunkio, SP.
Faz acompanhamento de projeto com Sandra Cinto e Afonso Albano desde 2005; Osmar Pinheiro entre 2001-2004; Bacharelado em Desenho Industrial na FAAP, entre 1986-1989, SP e formação na “Rudolf Steiner de São Paulo” entre 1975-1985.
Angela Bonfante

Graduada em Ciências Econômicas pela Faculdade de Administração e Economia de São João da Boa Vista – SP, com especialização na Universidade de Belgrano em Buenos Aires – Argentina.
Dedica-se ao estudo das artes desde a adolescência. Exerceu a função de escrituraria no Banco do Brasil no período de 1976 a 2000, enquanto desenhava e pintava apenas nos finais de semana.
Participou de vários salões de arte, conquistando significativos prêmios, entre os quais a Grande Medalha de Ouro no XVIII Salão de Arte de São João da Boa Vista.
Durante o ano de 1994, freqüentou cursos livres de pintura no ateliê da artista e fotógrafa Alice Brill em São Paulo, e participou de workshop com o artista José Alberto Nemmer. Em 1996 participou dos workshops de Aquarela, história, linguagem, técnicas e materiais com Mário Zavagli e de Pintura com Sérgio Fingermann, todos no Instituto Moreira Salles em Poços de Caldas – MG.
Foi integrante do Grupo Poéticas Visuais, liderado pelo professor e artista plástico Luiz Armando Bagolin durante o período de 1995 a 1999, no IMS – Poços de Caldas, e lá participou dos cursos de Estética e História da Arte do Brasil ministrado pelo referido professor.
Dedicou-se durante os anos de 2000 e 2001 a projetos voluntários na área de artes visuais, destacando-se, entre esses, o trabalho junto ao Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes em São José do Rio Preto – SP, no qual investigou o potencial poético e criativo dos pacientes portadores de distúrbios mentais, através de trabalhos de desenho e pintura à têmpera.
Em 2003, fixou residência na cidade de João Pessoa – PB onde entrou em contato com a efervescente cultura popular nordestina, com a qual se encantou, começando a interessar-se pela xilogravura. Neste ano participou dos workshops de gravura com Carlos Reis e de xilogravura com Maria Bonomi.
Em João Pessoa desenvolveu, também, trabalhos voluntários na área de artes criando e mantendo um ateliê livre de desenho com alunos do curso noturno da Escola Municipal Seráfico da Nóbrega e população de baixa renda do Bairro São José.
Em 2006 passou a residir em Salvador, participa de várias exposições dentre elas a VIII Bienal do Recôncavo onde conquista o primeiro prêmio – Curso de Especialização na Europa.
Na Europa, estudou com os mestres Pedro Pedrazzini, Armando Antoniazzi, Enzo Negrette e Franco Lafranca.
Antonio Carlos da Fontoura
Curta Metragem “Os Mutantes” (1970)
Diretor, produtor e roteirista, estreou na direção de longas-metragens com Copacabana me engana (1968), um sucesso de bilheteria, ganhador do prêmio de melhor roteiro no Festival de Brasília, escrito em parceria com Leopoldo Serran e Armando Costa. Com A rainha diaba (1973), seu segundo longa, recebeu o prêmio de roteiro, entre outros, no Festival de Brasília e participou da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Depois fez Cordão de ouro (1976) e Espelho de carne (1985), prêmio Air France de direção.
Nascido em São Paulo em 1939, radicou-se no Rio de Janeiro e começou no cinema sob orientação do documentarista sueco Arne Sucksdorff. Em 1965 foi crítico de cinema do Diário Carioca. Roteirizou e dirigiu os curtas-metragens Wanda Pimentel (1972), Heitor dos Prazeres (1965), Ver, ouvir (1966), melhor curta em Brasília, Ouro Preto & Scliar (1969), Meu nome é Gal (1970), Mutantes (1970), O último homem (1970), Chorinhos e chorões (1974) e Arquiteruta de morar (1975), além do média-metragem Brasília segundo Alberto Cavalcanti (1982). Escreveu e dirigiu programas e séries para TV. Em 1998 dirigiu e roteirizou o longa-metragem Uma aventura do Zico.
Colaborou no roteiro do documentário Pelé eterno (2004), de Aníbal Massaini. Em 2006, lançou dois filmes: Gatão de meia idade, adaptação das tirinhas de Miguel Paiva, e No meio da rua, longa no qual assinou roteiro, produção e direção. Em 2007, trabalha como colaborador de Vidas opostas, novela produzida pela Rede Reccord.
Dado Motta

Dado Motta. Artista multimídia paulista de 27 anos, formado em artes plásticas, desenvolve múltiplas linguagens em uma “simbiose alquímica”.
Desenhos a nanquim, arte digital, animações, objetos, foto seqüências, vídeos e músicas misturam-se em projetos multimídias experimentais, que dinamizam a relação arte e tecnologia.
Para Dado o processo de criação inicia-se na matéria prima, no rabisco ou na vontade, passando pela arquitetura da estética e ética, chegando na visualidade emaranhada dos veículos tecnológicos e analógicos. Sua produção é sempre uma dinâmica entre a tecnologia externa (meios) e as tecnologias internas (potência, sonhar e ver). Assim imagens, vídeos e músicas são meios de dar formas diferentes a uma mesma energia sutil, una e incomunicante.
Eduardo Menezes

Foto: Mr. Sandman (Creative Commons)
Eduardo Menezes, 32 anos, nasceu em São Paulo e começou cedo no mundo da publicidade, trabalhando nas maiores agencias do Brasil e também nos EUA.
Na produtora de filmes O2, teve a oportunidade de trabalhar em filmes como Cidade de Deus, Domésticas e Olga.
Em 2005 desenvolveu a Grande Galeria no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, onde concebeu e co-dirigiu 2 filmes, um sobre festas nacionais e outro sobre religião, no que é considerada a maior tela de projeção do mundo, onde são exibidos três filmes simultâneos sobre diversos aspectos da cultura nacional e sua relação com a língua portuguesa. No mesmo museu, desenvolveu junto com Marcello Dantas e Gulherme Specht, a Praça da Língua, onde concebeu graficamente os grandes poemas da língua portuguesa, através de projeções no teto da estação.
Logo após participou no Rio, de uma grande exposição sobre arte contemporânea chinesa, onde produziu algumas projeções em uma enorme abóboda que se encontra no Centro Cultural Banco do Brasil.
Atualmente cuida da parte gráfica de campanhas produzidas para algumas das maiores empresas brasileiras.
Ênio Sérgio (Museu da Imagem do Inconsciente)

Nasceu em 1962 na cidade de São João Del Rey, em Minas Gerais. quando tinha um ano de idade, sua família mudou-se para o Rio de Janeiro. Seus pais se separaram quando ele tinha oito anos. Até hoje Ênio se refere a sua família com carinho, principalmente ao seu filho, que diz ser a riqueza de sua vida.
Com instrução primária incompleta, aos 11 anos começou a trabalhar em diversas atividades.
Aos 18 anos, ingressou no Exército como soldado e logo passou nos exames para pára-quedista de 1ª classe, onde permaneceu por um ano e três meses. Em 1982, sofreu um acidente em um salto de pára-quedismo. Seis anos mais tarde passou a freqüentar o Museu de Imagens do Inconsciente. A pintura e o trabalho com argila são suas atividades mais significativas.
Fritz

Alfredo Nagib Filho ganhou o apelido de Fritz em casa, por volta dos 10 anos de idade.
Nasceu na cidade de São Paulo em 13 de julho de 1957, onde morou até março de 1985.
Estudou Direito e Jornalismo (sem concluir) na USP, e fotografia e artes na Weber State College de Utah, USA.
Em 1977 participa da revista Cine-Olho com Arlindo Machado, Jean Claude Bernadet, Rubens Machado dentre outros e está no grupo que funda o Cinusp – Cine Clube da USP.
Iniciou a carreira de fotógrafo profissional em 1978, com um ensaio editorial para uma revista de motocicleta da editora Pedro Paulo Popovic. Passa a publicar trabalhos fotográficos nas editoras Abril, Bloch, Rio Gráfica (Globo), Editora Três e em diversos órgãos da imprensa alternativa. Neste mesmo ano trabalha como fotógrafo e produtor na Fathom Filmes de São Paulo.
Em seguida ingressa na Fundação Padre Anchieta – TV Cultura de São Paulo onde trabalha por três anos no departamento de Cenografia e Arte. Nesse período produz diversos vídeos, através de parcerias com a produtora Olhar Eletrônico de Fernando Meirelles, Paulo Morelli e Marcelo Machado, e a Vídeo Verso de Eduardo Abramovai, sendo premiado com o segundo lugar no I Festival de Vídeo do Brasil e em primeiro lugar no II Vídeo Brasil MIS-Fotóptica.
Tem trabalhos de fotografia e vídeo expostos em mostras coletivas na Câmara Municipal de São Paulo, Teatro Cultura Artística, MASP, MIS, Centro Cultural São Paulo (com Maria de Lourdes Germano), Assembléia Legislativa de São Paulo e no Instituto Cultural Itaú.
Foi curador da II Semana Fernando Furlanetto e curador de fotografia da III Bienal de Artes de São João da Boa Vista. Expôs trabalhos também na III e IV Semana Furlanetto de Arte Contemporânea; MAC de Americana, I e II Mostra de Artes de Águas da Prata/SP, Projeto Alpha, Mapa Cultural e Barbarella Café.
Desde 1989 mora em São João da Boa Vista/SP, onde tem um estúdio fotográfico e desenvolve projetos culturais.
Jana Joana
Grafiteira e artista plástica, desenvolve um trabalho com influência da cultura brasileira, tais como: litogravura, murais artístico, cenografia para teatro e exposições.
Com um traço feminino, temas variados e lúdicos são unidos as vivências urbanas do seu cotidiano como o graffiti.
Utiliza materiais que transportem a sutileza e flexibilidade da mulher tais como: tecidos, transparências, em preto, branco e suas nuanças valorizando assim a forma em essência.
Iniciou seu trabalho artistico em 1998.
Atualmente tem desenvolvido exposições coletivas e individuais na grande São Paulo, Cuba e Estados Unidos.
Octávio Araújo

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador. Octávio Ferreira de Araújo (Terra Roxa SP 1926) estuda pintura no Instituto Profissional Masculino, em São Paulo, com Edmundo Migliaccio e José Barchitta, entre 1939 e 1943. Em 1947, integra o Grupo dos 19. Viaja em 1949 para Paris, onde freqüenta a École National Supérieure des Beaux-Arts, na qual cursa gravura, e o Cabinet des Estampes do Museu do Louvre. Volta para o Brasil em 1951, e no ano seguinte muda-se para o Rio de Janeiro. Indicado pelo pintor Clóvis Graciano, trabalha como auxiliar de Candido Portinari. Em 1959 recebe o prêmio viagem à China e, em 1960, uma bolsa de estudo do Instituto Répin, em Leningrado (atual São Petersburgo), patrocinada pelo Ministério da Cultura da antiga União Soviética. Em 1961, freqüenta o Instituto Poligráfico em Moscou. Trabalha como ilustrador de livros latino-americanos, é tradutor e dublador de documentários, e entra em contato com grupos artísticos da vanguarda moscovita. Retorna para o Brasil em 1968. Expõe no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1972. A convite de Carlos Lacerda, ilustra edição de luxo da Ode Marítima de Fernando Pessoa.
Fonte: Itaú Cultural
Thiago Navas

Titi Freak

Hamilton Yokota (aka Titi Freak) nasceu em 5 de Maio de 1974. É paulista de ascendência nipônica e mistura bem o espírito espontâneo dos brasileiros à estética disciplinada dos japoneses. Desenhava muito desde pequeno, inclusive pelas paredes da sua casa… Sua mãe, percebendo o talento do filho, o encaminhou a um importante estúdio comercial de quadrinhos, Maurício de Souza, produtor brasileiro de inúmeros best sellers do gênero. Ele tinha 13 anos quando começou a trabalhar, conciliando seu tempo com os estudos primários.
Dos 13 aos 20 anos, Titi Freak desenhou, ilustrou e desenvolveu personagens, alguns deles muito populares no Brasil. Desde então, o senso de estilo, a habilidade como ilustrador e o profissionalismo adquiridos, o manteve sempre em atividade, trabalhando como designer gráfico e ilustrador. Colaborou intensamente com várias agências de publicidade e muitas marcas como MTV Brasil,Ellus Jeans,Adidas, Eckó ,Adidas,Converse AllStar ,Ezequiel e Nike.
Titi freak conheceu o graffiti só em 1995, mas percebeu que era o ambiente ideal para se livrar das amarras e vícios que os anos de briefing haviam impingido ao seu trabalho. Nas ruas de São Paulo, Titi Freak pode integrar a excelência técnica do seu desenho ao espírito de improvisação que a cidade impõe. A troca foi justa: Titi soltou o traço enquanto o graffiti paulistano ficou mais sofisticado.
Titi Freak é um artista que se deixa influenciar pelo imaginário pop da moda, dos quadrinhos, da low brow art e da cultura japonesa em geral. Suas referências vão de Hokusai a Robert Williams, de Murakami a Dave Cooper, entre outros passando por contemporâneos japoneses, como Atsuo, Yoshitomo Nara, e seus amigos brasileiros Gemeos, Herbert, Nunca, Flip, Speto entre outros …
Titi Freak fez sua primeira exposição individual na Galeria choque Cultural em 2005 e mostrou um trabalho de fine art muito elaborado, mas de forte impacto visual. Toda a sua maestria de ilustrador foi colocada à disposição de peças improváveis. Uma mesa de bar, uma porta de garagem ou um biombo dividiam as atenções com telas das mais variadas dimensões. Depois disso Titi Freak começou a ser convidado para exposições coletivas e individuas dentro e fora do Brasil. Madrid, Berlin, Nova York e em Osaka no Japão
Vitché

Nascido em São Paulo em 1969, o artista desenvolveu intervenções urbanas pelo Brasil e pelo mundo. Hoje possui um trabalho com influência de diversas culturas. Trabalha com ilustrações, pinturas em diversos suportes, esculturas em madeira e outros materiais. Começou seu trabalho no início dos anos 80, sempre procurando canalizar um conteúdo de vivências urbanas ambientais e político-sociais. Atualmente tem feito exposições na grande São Paulo e em outras cidades como, Hamburg, Munich (Alemanha), França, Califórnia e Nova York – Estados Unidos.
Zezão

Zezão, 36 anos, nasceu e sempre morou na cidade de São Paulo. Trabalhou como motorista e motoboy, o que fez com que conhecesse todos os recantos perdidos da cidade e resolvesse interagir com ela, primeiro da forma clássica do graffiti “wild style” e depois desenvolvendo um estilo abstrato derivado do grafismo das letras. O artista intervem na cidade desde 1995 em locais como prédios abandonados, baixos de viadutos, galerias de esgotos e águas pluviais, muros da linha do trem e outros restos de urbanização mal planejada. Usa muito bem o contraste das formas, às vezes azul claras com contorno azul escuro e às vezes numa fumaça multicolorida sobre a superfície deteriorada na qual pinta. Sua atuação como artista urbano logo começou a chamar a atenção tanto de produtores e decoradores, como de críticos de arte, e vieram os trabalhos comerciais, que fizeram com que Zezão passasse a se dedicar exclusiva e profissionalmente à pintura. Fez trabalhos para publicidade, executou cenografias diversas e fez ainda trabalhos institucionais como a famosa pintura da fachada da agência Trianon Masp do Bank Boston para o aniversário de São Paulo.
Em 2005 teve sua primeira exposição individual na galeria Choque Cultural e em 2006 participou de coletiva na galeria Fortes Vilaça.
Recentemente gravou dois documentários sobre seu trabalho nos subterrâneos da cidade, “O desafio de Zezão” e “No traço do invisível”. Suas últimas pesquisas artísticas seguem um caminho cada vez mais pessoal e consistente, atraindo a atenção de colecionadores e curadores, o que tem lançado o desafio de levar sua arte tão urbana também para galerias e museus.




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